Releitura do conto Uns Braços realizada pelos alunos:
Anderson Santana Sales
Maria Aparecida Lana
Inácio era um garoto muito mal criado que vivia arrumando confusão. Por onde anda, nunca escuta o que lhe dizem e vive respondendo a todos. Sempre as pessoas o ameaçavam: “Toma jeito moleque! Vou falar tudo para sua mãe! Você merece que lhe dêem uma boa surra...” Mas nunca tinha jeito. Inácio um menino que tinha corpo de homem e mente de criança.
Um dia, o garoto, juntamente com sua mãe, foi passar um tempo na casa do advogado dela. Ela era cabelereira na cidade de São Bernardo do Campo e estava na esperança de ganhar muito dinheiro com uma causa na justiça que estava sendo defendida por Borges. O advogado havia simpatizado tanto com aquela humilde senhora e passou a ajudá-la. Mas não simpatizava nem um pouco com seu filho.
A implicância era tanta que, para se ter idéia, quando Inácio estava comendo tranqüilo, o senhor Borges chegava e comia a salada do menino.
De tão hostilizado que era, Inácio nem ligava e para se distrair passou a se encantar com a beleza da esposa do seu desafeto, Severina, uma senhora muito boa e também muito bela. O menino achava os braços de dona Severina eram tão belos que, quando olhava para o seu corpo, esquecia de tudo e ainda a culpava por atraí-lo tanto.
Um dia a convidou para passear numa praça. Mas, ao chegar lá, ficou mudo e hipnotizado por admirar sua beleza. Quando retornaram para casa, o menino foi direto para o quarto. Da janela via uma bela paisagem que dava direto para o mar. Ele sentiu uma grande emoção, mas estava descontente com aquela situação. Pensou em fugir e não voltar mais. Ele era um garoto muito esperto e não queria ficar naquela solidão.
Teve uma hora que ele tomou coragem e pediu a dona Severina que lhe deixasse olhar seus belos braços. Ao ouvi-lo, Dona Severina ria e se divertia com sua brincadeira. Até que se dá conta que ele já era um rapaz e estava interessado nela. Porém ela não lhe deu atenção por achar que fosse mais uma graça de um garoto mal criado e sem educação.
O tempo passou, o menino virou um homem e continuou apaixonado por seu primeiro amor. Quando ele a via, sentia a mesma atração e grande admiração desde que a viu. Agora Severina já estava viúva e ele bem mais adulto. Ela então passa a prestar mais atenção nele.
Os dois começaram a namorar e depois de algum tempo casaram-se. Hoje eles moram em Copacabana, no Rio de Janeiro, e possuem dois filhos. Um chama-se Apolo e o outro, ironia ou não, chama-se Borges, o mesmo nome do ex-marido de Severina.
Fim
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